EPB Revista dezembro 2011

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Capital Europeia da Juventude 2-3
Campeões Mundiais de RoboCup 11
Lígia Santos, a MasterChef 18-19

“O que é, exatamente por ser tal como é, não vai ficar tal como está”, apregoava sabiamente o dramaturgo e encenador Bertold Brecht.
Falar de mudança é hoje um lugar-comum. Tanto nos discursos públicos do poder político e económico, como nas prosas de café, as referências à inevitabilidade da mudança são uma constante. Vivemos um período de tal agitação e desassossego em que a mudança é, de facto, indiscutível. Mas porque reclamar a mudança apenas nos momentos de turbulência?
Talvez faça sentido pensar que a mudança, mais do que um fim incontornável, possa ser um propósito, uma procura sistemática, focada na melhoria, no crescimento, na evolução.
Um breve retorno à história da humanidade torna evidente que mudar sempre foi a tónica da civilização. O mundo, tal como o conhecemos hoje, é fruto de muitas experiências, bem e mal sucedidas,
de diferentes formas, revistas no tempo, de agir e interagir com o meio, de alterações de conceções ideológicas, crenças e aspirações, de mudança nos modos de pensar e agir.
No mundo corporativo não é diferente. A escola, como espaço nobre de conhecimento e de criação, cresce e evoluiu pelo labor daqueles que, diante das possibilidades, atuam como agentes de
transformação. Analisam, refletem e concebem soluções inovadoras para os mais variados problemas, mas também fazem.

Sabemos que a mudança traz a ameaça do novo, do medo, do desconhecido. Mas vem sobretudo acompanhada da oportunidade de renovação e inovação, da melhoria e do crescimento, do desafio de gerar o novo a partir do passado, numa continuidade que engloba rupturas e contradições, progressos e aperfeiçoamentos.
E, diante da mudança, o que faz a diferença é a escolha que fazemos: ameaça ou oportunidade.
Lançamos esta interrogação aos nossos alunos: diante da mudança de escola, de curso, de ano, que escolha fazer? Queremos acreditar que todos irão decidir viver a escola como um espaço para crescerem enquanto pessoas e cidadãos, desenvolvendo a autonomia e o sentido de responsabilidade, a capacidade de pensar sobre as coisas e de as questionar, cultivando uma atitude de curiosidade em relação ao saber e de abertura ao novo e à diferença.

Queremos que as vontades, projetos, sonhos, desejos, sejam substantivos que se transformem em verbos de ação, conjugados
no presente. Quero. Projeto. Sonho. Desejo. O protagonista está definido. Basta a vontade individual, o foco no objetivo e um forte sentido de realização.

Ana Cláudia Rodrigues
Direção Pedagógica